terça-feira, fevereiro 28, 2006

Contra a clonagem de seres humanos...

"Eu sou em princípio contrário à clonagem porque estão elevados valores humanos em causa.

-Primeiro, a reprodução idêntica de uma pessoas a partir de outra, mediante manipulação genética, constituiria um empobrecimento da diversidade humana: passaríamos a ser todos iguais num igualitarismo redutor.

-Segundo, a clonagem seria uma manipulação grosseira da fontes da vida humana. Atentaria contra o que é pressuposto básico na geração da vida humana: o amor afectivo. A clonagem seria reprodutiva assexuada, de laboratório, fora do contexto familiar que acolhe e educa o novo ser humano gerado como próprio, isto é, de um Homem e de uma mulher que se amam e estabelecem o ambiente para que o fruto das suas entranhas seja amado. Pela clonagem foge-se à dignificante função de ser pai e mãe: em realidade não haveria.

-Terceiro, logo a clonagem não é humana, ao contrário, é desumanizadora e derpersonalizante; não respeita o ideal moral da reprodução da vida humana através da sexualidade.

-Quarto, além do mais, pela fé, ou seja, como forma de elevarmos é mais alta dignidade a vida humana, dizemos que o ser humano, através da sua dimensão sexual, é gerador de vida humana enquanto colaborador de Deus criador. Ora, esse valor teológico da relação Homem- mulher desapareceria mediante a reprodução por clonagem.

*Concluindo, só nos animais, em certos casos rigorosamente regulamentados pela sociedade civil, em função do melhoramento da vida humana, se poderia praticar a clonagem. Por exemplo, para obter uma lã que não consegue senão num determinado clima habitado pela ovelha donde se reproduz o seu igual ou para conseguir ter um certo animal necessário noutro ambiente onde ele não se poderia reproduzir naturalmente."

"Armindo dos Santos Vaz, sacerdote e professor da Universidade Católica Portuguesa. Público."

Retirado de: http://www.bioaulas.web.pt

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